moda venezaA sociedade actual vive na plataforma da imagem. A imagem das coisas, das pessoas, dos animais,… até da palavra escrita.

Os meios de comunicação social são peritos em atrair a atenção do público através da imagem, para passarem a mensagem que pretendem, nem que para isso tenham que recorrer à manipulação das mesmas!

Tudo o que existe através da imagem fica sujeito ao escrutínio do público em geral que, por sua vez, vai digerindo as imagens que consome e se mantém num processo de formatação e reformatação, ora aproximando, ora afastando do modelo de base.

Essas imagens, e o que elas transmitem, tendem a fomentar uma crise de valores, em que as opiniões divergem, mas onde a maioria acaba por ganhar, pelo menos à superfície, no patamar da Imagem. Inevitavelmente, tudo parece resumir-se a ficar dentro ou “fora da caixa”.

Não entendeu nada?!

Na prática, influenciados pelas imagens que nos rodeiam decidimos: se queremos férias num destino de praia, campo ou cidade; se queremos morar numa vivenda, num apartamento ou numa comunidade; se queremos um carro topo de gama, um carro utilitário ou se não queremos carro nenhum; se queremos pintar o cabelo de preto, loiro ou azul; que tipo de roupa gostamos de usar; que tipo de alimentação queremos fazer;… A lista é interminável!

Eis a construção da Sua Imagem!

Certamente que se identificou mais com algumas opções do que com outras, tal como tem consciência das opções que a sociedade mais valoriza e o fazem ficar, mais comodamente, “dentro da caixa”. Agora pergunto-lhe: Quem é que está, efectivamente, a controlar a Sua imagem?

A construção de uma imagem coerente nem sempre é fácil. Surgem momentos de crise, mais ou menos conscientes, mais ou menos penosos, em que pode e deve pedir ajuda, antes que a sua autoimagem e a sua autoestima fiquem distorcidas.

Porque não gosto de rótulos, e acredito que possa haver uma terceira opção para a “caixa”, digo, sociedade, deixo abaixo a citação que despoletou a intenção deste artigo:

“Estranhamente, para que uma imagem se cristalize e ganhe força, parece ser exigível um certo descontrolo. (…) As ideologias mais não são do que imagens controladas.” – José A. Bragança de Miranda

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