Mais uma sessão de partilha de informação sobre o VitalStim e os seus benefícios na intervenção nos doentes com Disfagia.

Desta vez, estive presente na Universidade de Aveiro, mais especificamente, nas 1as Jornadas Internacionais de Saúde da Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro.

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Quanto mais se divulgar a área da Disfagia e a relevância da intervenção do Terapeuta da Fala nesta patologia, mais profissionais de saúde e doentes vão perceber que não estão sozinhos nesta luta, por isso, quero agradecer a oportunidade de dar o meu contributo.

1as jornadas saude essuaMais do que levar a minha mensagem aos colegas que estiveram presentes, tive a oportunidade de ouvir as suas comunicações e surpreender-me com questões que foram levantadas, inclusive, algumas que surgem no decorrer do meu trabalho diário.

“O que é ser Terapeuta da Fala?”

O desenvolvimento das minhas competências profissionais, bem como a associação das diferentes áreas que executo, leva-me a acreditar que teremos ainda muito para reformular na definição de base da Terapia da Fala…

“Podemos obrigar alguém a fazer Terapia Vocal?”

Claro que o Terapeuta da Fala não pode “obrigar” ninguém a fazer terapia, seja vocal ou qualquer outra! Podemos, sim, tentar consciencializar as pessoas para a importância e os benefícios decorrentes do processo terapêutico, mas a decisão final é sempre de quem nos procura.

“Quantas técnicas/métodos/estratégias/abordagens terapêuticas existem na Terapia da Vocal? E quantas usamos?”

Na verdade, esta questão ainda não me tinha surgido… Mas tem toda a pertinência. Contudo, voltamos a deparar-nos com o problema da definição de conceitos, a começar pela literatura!

“O Terapeuta da Fala deve estar presente nos diversos contextos de vida diária da pessoa que acompanha?”

Esta questão para mim é muito fácil de responder: Sim, sem dúvida, sempre que possível! A vida das pessoas que nos procuram não acontece, propriamente, dentro das quatro paredes do gabinete da terapia, logo, as aprendizagens têm de ser transferidas para o seu dia a dia, onde realmente fazem a diferença. Seja no ambiente familiar, no café, nas compras, nas aulas de canto ou em cima do palco, é aí que se verifica o real sucesso terapêutico. No entanto, é precisamente essa a parte mais difícil, por isso, o Terapeuta da Fala, como consultor e facilitador nos processos de aprendizagem, deve estar presente para avaliar/reavaliar e orientar/reorientar, sempre que necessário.

 

Em suma, foi uma manhã muito reflexiva e produtiva para todos os presentes.

A confrontação com novas perspectivas possibilita-nos um desempenho mais consciente na aplicação das nossas práticas diárias.

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Obrigada a todos pelo enriquecimento de hoje,

SD

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