Perturbações da Voz

Certamente já conheceram alguém que passa a vida rouco, com uma “voz de bagaço” ou com uma voz muito “fininha”, que anda o tempo todo a “raspar” na garganta, a quem a voz está sempre a faltar ou que perdeu completamente a voz. Muitas vezes são professores, educadores de infância, fãs de karaoke, pessoas que não conseguem ficar caladas, seja no trabalho, em casa ou com os amigos! Estes são alguns dos exemplos mais comuns e desvalorizados de Perturbações da Voz.

O uso da voz é um comportamento diário e, por vezes, inconsciente. Usamos a voz para falar e cantar, mas também usamos a voz para gritar, rir, tossir, pigarrear, chorar, gemer.

A voz pode ficar alterada temporariamente com abusos vocais de curta duração, gripes, constipações, inflamações nasais, orais, faríngeas e/ou laríngeas, e recuperar naturalmente, com melhoria num prazo 48 horas.

Por outro lado, existem lesões mais permanentes que não recuperam por si e se mantêm após 48 horas. Este tipo de disfonia, por nódulos, pólipos, edemas, paralisias, carcinomas ou outro tipo de patologia vocal, requer uma avaliação profissional e, por norma, necessita de acompanhamento em Terapia da Fala. As lesões podem ser provocadas por mau uso e abuso vocal constante, refluxo extraesofágico, cirurgias várias, doença/tratamento oncológico, lesões neurológicas (AVC, traumatismos cranioencefálicos, doenças neurodegenerativas, …), entre outros.

A terapia vocal funciona também como prevenção de patologias, nomeadamente para grupos de riscos, tais como: professores, cantores, atores, locutores, políticos, operadores de call center, entre outros profissionais que usam a voz como instrumento de trabalho.

Métodos/Técnicas complementares: Bandas Neuromusculares, Eletroestimulação Neuromuscular.

Pin It on Pinterest